domingo, 5 de fevereiro de 2012

PARA ANDAR...

...tem que poder parar. Ou, parafraseando a antiga propaganda da Pirelli, aquela da garra da pantera negra, "potência não é nada sem controle". E lá fui eu cuidar de arrumar os freios da Beringela...
Desde que comecei neste emprego em São Cristóvão reparei que, na rua em frente à fábrica, vira-e-mexe algum raro exemplar de veículo antigo dava o ar da graça. Presenças do tipo Corvette Stingray, Dodge Hornet, vans e picapes americanas de várias épocas, clássicos nacionais e até fora-de-séries, como o praticamente desconhecido Garra (vide foto abaixo).


O último visitante foi um Buick Wildcat, típica "banheira" americana. Observei que se tratava de uma oficina voltada para freios, a DJFreios. E, a despeito do nome, não  notei nenhum aparelho de mixagem, pick-ups (a não ser as motorizadas) e sequer uma musiquinha de fundo, ambiente. Admito que não perguntei a origem do nome-fantasia, até por este detalhe ser o que menos me impressionava. Sem muito esforço, é possível deduzir que, se eles "pegam" estas "encrencas" pela frente, tratar da minha singela Brasília seria uma "molezinha". E foi... em termos.
Dificuldade para fazer os freios tão conhecidos e de sobressalentes tão fáceis de se encontrar, nenhuma (a não ser a da minha conta bancária...). Difícil foi fazer a brasa andar. Ela foi deixada lá pelo pessoal da Auto+ aos cuidados do Domingos, um mulato com feições que lembram o Splitter, mentor das Tartarugas Ninja). Isto depois de todo aquele processo de recuperação e ajuste do motor. Entrou na oficina, trocou todos os componentes (praticamente um sistema de freio novo) e foi para a checagem dinâmica na exclusiva "pista de testes" deles: a rua. No final das voltas, acabou a gasolina... Reposto o mágico combustível e de volta à oficina, quem disse que ela dava a partida novamente? Só com nova intervenção de Jorge, da Auto+, a celebridade voltou a desfilar. Se carro tivesse vida (apesar de eu acreditar que tenha), diria que a brasa roxa, incomodada com todo aquele mexe-aqui-mexe-acolá, resolveu pregar uma peça no pessoal da oficina. Enfim, apenas divagações...
 Aproveitando o serviço, checou-se a suspensão que, contrastando com o estado dos freios, apresentava-se em bom estado, pedindo apenas a troca dos rolamentos. Nada que se espante, por dois motivos: enchentes sempre "comem" os rolamentos de qualquer carro, e suspensão de Brasília (basicamente a mesma do Fusca) sempre foi notoriamente resistente. Ou seja, o que foi ruim para um não fez nem cócegas no outro...
Próximo passo (e próxima postagem): elétrica, outro sistema sensível, tal e qual os freios.

Um comentário:

luciano goes de araujo disse...

amigo, estou reformando uma brasilia 4 portas e estou precisando das 4 portas. voce sabe onde encontrar? luciano.goes@tjpe.jus.br